O livro "Os cães nunca deixam de amar" de Theresa J. Rhyne, é uma auto- biografia, pois ela tinha um blog ( que ainda está ativo, nesse link) e resolveu transformá-lo em livro. Sua história começa quando ela adota o cão "Seamus" um beagle comilão e bagunceiro, e descobre que ele tem um tipo de câncer bem agressivo.... e logo após o tratamento dele, ela descobre que tem um câncer de mama.
Pouco antes de tudo isso, ela estava envolvida numa relação "colorida" que ao longo do livro vai se desenrolando... É um livro leve e despretensioso, de leitura fácil... Ri em várias passagens, dela fazendo a voz do cão ( costumamos fazer isso aqui em casa também! #quemnunca)...ou de quando ela e o namorado foram procurar uma peruca numa loja cujos exemplares pareciam roedores mortos ...(ilário)
O melhor é que a história já se passou há mais de 5 anos, e ela está super bem, ao lado de seu marido e seu cão ( hoje já bem velhinho) e é possível ver as fotos atuais em seu blog. A seguir um trecho do livro:
Durante meu tratamento, eu deixei o atendimento no consultório, ( pois sou veterinária, para quem não sabe...) mas continuei algumas atividades, como as cirurgias e visitas nas lojas em que sou responsável técnica... Meu médico não proibiu o contato com meus amigos de patas, eu apenas evitei o contato com animais doentes por precaução.... Já é mais que comprovado os benefícios para nossa saúde proporcionados pela companhia dos animais .... Eu tive a companhia fiel de minha labradora Mel , que ficava comigo a cada quimioterapia...e ela própria foi operada um ano antes de um câncer de mama super agressivo, de alto grau histológico, já naquela época sabíamos que o tempo máximo esperado de vida era de 6 meses, e ela viveu mais 1 ano,e partiu antes da minha última quimioterapia com metástase pulmonar. E deixou muita saudade...
Após sua partida, a casa ficou muito vazia, e uma semana depois, fui buscar o "Malhado", que era um filhote adotado por minha mãe, que resgatou toda uma ninhada, e ele acabou ficando pois era "manco", mas ele cresceu e ficou sem sequelas, tanto que o chamamos de "Cabrito" de tanto que pula...
O Cabrito é mais o estilo do "Seamus", um cão esganado e bagunceiro...Cavava buracos no quintal, comia as plantas, meus sapatos, todos os enfeites de porta e da casa e o fio do computador do marido, vassouras e afins....nem dá pra listar tudo...risos... Ele veio preencher um vazio e conseguiu... Afinal nem precisava mais me preocupar com contas ( pois ele as comia) , nem com saúde ( pois ele também comeu meus exames) e aliás, quem tem tempo de pensar em problemas quando se tem uma casa suja, plantas comidas e um cachorro que vem todo feliz e saltitante com as patas de barro te receber? #priceless
Mas apesar de todas as "cabritices", ele ganhou espaço no nossos corações:
Queria saber de vocês... seus amigos de patas te acompanharam durante o tratamento, ou em algum momento importante de suas vidas?
.jpg)

