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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Resenha do Livro "Os cães nunca deixam de amar" e meus amigos de patas durante o tratamento...

                
                       O livro "Os cães nunca deixam de amar" de Theresa J. Rhyne, é uma auto- biografia, pois ela tinha um blog ( que ainda está ativo, nesse link) e resolveu transformá-lo em livro. Sua  história começa quando ela  adota o cão "Seamus" um beagle comilão e bagunceiro, e descobre que ele tem um tipo de câncer bem agressivo.... e logo após o tratamento dele, ela descobre que tem  um câncer de mama.
                     Pouco antes de tudo isso, ela estava  envolvida numa relação "colorida" que ao longo do livro vai se desenrolando... É um livro leve e despretensioso, de leitura fácil... Ri em várias  passagens, dela fazendo a voz do cão ( costumamos fazer isso aqui em casa também! #quemnunca)...ou de quando ela e o namorado foram procurar uma peruca numa loja cujos exemplares pareciam roedores mortos ...(ilário)
                   O melhor é que a história já se passou  há mais de 5 anos, e ela está super bem, ao lado de seu marido e  seu cão ( hoje já bem velhinho) e é possível ver as fotos atuais em seu blog.  A seguir um trecho do livro:


                Durante meu tratamento, eu deixei o atendimento no consultório, ( pois sou veterinária, para quem não sabe...) mas continuei algumas atividades, como as cirurgias e visitas nas lojas em que sou responsável técnica...   Meu médico não proibiu o contato com meus amigos de patas, eu  apenas evitei o contato com animais doentes por precaução.... Já é mais que comprovado os benefícios para nossa saúde proporcionados pela companhia dos animais .... Eu tive a companhia fiel de minha labradora Mel , que ficava comigo a cada quimioterapia...e ela própria foi operada um ano antes de um câncer de mama super agressivo, de alto grau histológico, já naquela época sabíamos que o tempo máximo esperado de vida era de 6 meses, e ela viveu mais 1 ano,e  partiu  antes da minha última quimioterapia com metástase pulmonar. E deixou muita saudade...

             
                 Após sua partida, a casa ficou muito vazia, e uma semana depois, fui buscar o "Malhado", que era um filhote adotado por minha mãe, que resgatou toda uma ninhada, e ele acabou ficando pois era "manco", mas ele cresceu e ficou sem sequelas, tanto que o chamamos de "Cabrito" de tanto que pula...

                 
                O Cabrito é mais o estilo do "Seamus", um cão esganado e bagunceiro...Cavava buracos no quintal, comia as plantas, meus sapatos, todos os enfeites de porta e da casa  e o fio do computador do marido, vassouras e afins....nem dá pra listar tudo...risos... Ele veio preencher um vazio e conseguiu...    Afinal  nem precisava mais me preocupar com contas ( pois ele as comia) , nem com saúde ( pois ele também comeu meus exames) e  aliás, quem tem tempo de pensar em problemas quando se tem uma casa suja, plantas comidas e  um cachorro que vem todo feliz  e saltitante com as patas de barro te receber? #priceless
                 Mas apesar de todas as "cabritices", ele ganhou espaço no nossos corações:
   
               

                            
                 Queria saber de vocês... seus amigos de patas te acompanharam durante o tratamento, ou em algum momento importante de suas vidas?


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Todos os cães merecem o céu...





     Há 9 anos atrás, o pessoal da ONG que eu atendia, levou uma labradora que tinha sido atropelada, e ao tentar fazer um curativo rápido, inesperadamente levei uma lambida no rosto.... Foi amor à primeira lambida...ela ficou comigo para fazer os curativos seguintes e acabamos adotando-a,  teve 7 "presentinhos" dois meses depois, e quando casei, ela veio formar minha família... Ela se chama "Mel", mas a chamamos carinhosamente de "Marmota", porque é uma figura canina ...Ela é nosso "Marley"... esteve conosco nos bons e maus momentos, e é  um exemplo de dedicação e companheirismo.
     Ás vezes os anjos vêm em forma de amigos de patas, com focinhos de bolinha e coração puro, já nascem amando incondicionalmente, por isso não precisam passar tanto tempo nesse mundo...
      Há um ano atrás, eu operei uma massa que surgiu na região mamária e logo depois veio o resultado do histopatológico confirmando que era um tipo bem agressivo de tumor, e que as expectativas máximas de vida para um cão pequeno, eram de 6 meses. Ainda não se sabe o porquê, mas os cães de porte grande costumam sobreviver por bem menos tempo. E já se foi 1 ano, parece pouco, mas 1 ano na idade de um cão de grande porte com esse diagnóstico é muito tempo, equivalente a 6-7 anos nossos. E ela não teve rescidiva, mas ao levá-la essa semana  para uns exames, soube que não terá muito tempo mais conosco.
     Tenho tentado me preparar para quando acontecer, sentirei saudades, mas nunca tristeza,  pois somos  muito felizes  juntos!!!Eu olho pra ela e ainda vejo que ela quer viver, quer estar conosco...  Ela fica ao meu lado depois de cada quimioterapia... meu marido teve uma gripe semana passada e a "enfermeira" canina estava ao seu lado, sempre pronta para uma lambida curativa....(risos) E por isso  faremos o possível para  que ela tenha qualidade de vida  e seja muito amada enquanto estiver conosco...
     Olha só a figurinha em ação:



Atualização: Minha filha "canina" virou estrelinha no ultimo domingo... Foi muito feliz enquanto esteve conosco e cumpriu com louvor sua  missão...minha sobrinha de 5 anos me pediu para ficar tranquila, pois já pediu para Deus que enviasse um Anjo "Grande e Rápido" para que cuidasse dela...